Encontro-me, então, em um misto de desilusões e vazios, que são coroados por expectativas excessivas e responsabilidades bastardas. Quando penso me livrar de todas elas, surgem fardos e cobranças que fazem questão de impedir qualquer movimento meu fora da linha. Meu maior inimigo sou eu, que imponho a mim tantas barreiras e uma busca eterna pela perfeição e pela transcendência.
A desilusão e o desespero tornam-se companheiros recorrentes de minha história. E a dor resultante é somente mais uma, diante das que eu mesmo de exponho. Como forma de proteção, distancio-me de meus sonhos, entregando-me a mecanicismos que possuem a falsa desculpa de sobreviver.
Sou aturdido por cargas emocionais descomunais. Tenho dificuldade de assimilá-las e o que resta é uma vontade imanente de fuga. Euforia! Não consigo, então, dissociar-me de tal peso e colocar-me novamente no caminho correto, em busca de meus sonhos.
Sinto que o mundo a minha volta está em chamas. E eu, inocentemente, danço... lentamente.
(31/12/2008)